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Mestrado em Desenvolvimento Sustentável da Amazônia aprova pesquisa em seleção pública do Banco da Amazônia

A pesquisa “O potencial econômico e sustentável do manejo florestal e sistemas produtivos locais na Amazônia brasileira”, da Profa. Dra. Marília Gabriela Lobato, será desenvolvida em três anos e terá apoio financeiro de R$ 166 mil.

O projeto de pesquisa “O potencial econômico e sustentável do manejo florestal e sistemas produtivos locais na Amazônia brasileira”, da docente do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento da Amazônia Sustentável (PPGDAS) da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Profa. Marília Gabriela Lobato, foi selecionado para receber apoio financeiro na Seleção Pública de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Banco da Amazônia. A aprovação foi divulgada no mês de junho.

A pesquisa analisará os principais potenciais econômicos, sustentáveis e inovação relacionados ao manejo florestal e sistemas produtivos locais voltados para a melhoria da qualidade de vida de comunidades na amazônia amapaense, em especial nos territórios tradicionais do Maracá, no município de Mazagão, e Cajari, em Laranjal do Jari.

A ideia da pesquisa surgiu a partir dos resultados das atividades do projeto de extensão “Produção Familiar em rede nas Amazônias: Soberania, resistência e luta”, coordenado pela Profa. Dra. Marília Lobato.

“Durante as intervenções na Reserva Cajari, Projeto de Assentamento Maracá e comunidades ribeirinhas na orla de Santana, observei que a superação das desigualdades sociais precisa ser combatida na luta coletiva e a extensão universitária pode ser uma dessas estratégias, desde que as pesquisas considerem a realidade do lugar e a valorização da economia local”, pontua a proponente do projeto de pesquisa.

Profa. Dra. Marília Gabriela Lobato, idealizadora da pesquisa selecionada no edital do Banco da Amazônia. Foto: Arquivo pessoal / Marília Lobato.

O edital do Banco da Amazônia objetivou selecionar instituições de pesquisa que atuam em toda a Amazônia Legal para apoio financeiro a pesquisas científica, tecnológica e de inovação que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e promovam a melhoria da vida das suas populações. O aporte financeiro ao projeto será de pouco mais de R$ 166 mil.

A pesquisa terá como resultados o desenvolvimento de alguns produtos:
a) o diagnóstico sobre o potencial econômico de comunidades da amazônia amapaense que desenvolvem plano de manejo;
b) a identificação dos principais Sistemas Produtivos Locais e seu potencial sustentável para preservação da biodiversidade nos territórios observados;
c) a proposição de processos de inovação social, por intermédio de diálogos com as comunidades partícipes sobre a capacitação de produtores familiares para o uso sustentável e melhoria da capacidade produtiva de sistemas produtivos;
d) a elaboração de cartilhas didáticas e vídeos; e) a realização de seminário e cursos de capacitação.

“O projeto prevê causar impacto positivo a partir da proposição de processos de inovação social dos produtores familiares agricultores e agroextrativistas. Sistemas produtivos da castanha, mandiocultura, horticultura, pescado etc, são sistemas que apresentam impacto direto na condição de vida de milhares de comunidades e podem configurar em um potencial de exportação, se processos de capacitação e mecanismos de agregação de valor forem implementados. Com isso, melhorando a renda das unidades familiares, após a implementação de processos de capacitação direcionados a cada realidade social”, explica a Profa. Dra. Marília Lobato.

Atividade do projeto de extensão “Produção Familiar em rede nas Amazônias: Soberania, resistência e luta”, na Comunidade Água Branca, que fica na Reserva Cajari, em Laranjal do Jari (AP). Foto: Arquivo pessoal / Marília Lobato.

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