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VI CONGRESSO DE JORNALISMO: Saiba tudo o que aconteceu no último dia do evento

Oficinas, grupos de trabalho, lançamento de livros e momento cultural foram algumas das atrações do terceiro dia do Congresso.


Por José Gabriel de Andrade Bogéa (monitor Conju), sob supervisão de Jacqueline Araújo

No terceiro e último dia do VI Congresso de Jornalismo da Unifap, ocorrido na última sexta-feira (5/12), o campus Marco Zero do Equador, em Macapá (AP), se transformou em um mosaico de culturas, debates críticos e celebrações acadêmicas. Grupos de Trabalho, minicursos, oficinas, lançamentos literários e noite cultural selaram uma edição marcada pela diversidade de pautas e pela afirmação de uma prática jornalística comprometida com o território amazônico e com seu povo.

A programação reuniu os Grupos de Trabalho finais, dedicados à questões culturais, raciais e de gênero. O GT “Culturas Amazônicas”, coordenado pelos professores Lylian Rodrigues, Janaina Calado e Fabio Wosniak, abriu a tarde da sexta. Em seguida, o GT “Relações Étnico-raciais e Gênero”, sob coordenação dos docentes Prof. Dr. Danilo Borges e Profa. Dra. Alexsara Maciel, encerrou oficialmente os trabalhos acadêmicos do congresso.

O dia também contou com minicursos e oficinas voltados à formação prática de jornalistas. Entre os minicursos, “Captação de Recursos em Editais” e “Feminilidade Negra”, conduzido pela Profa. Dra. Alexsara Maciel, que discutiu a construção de espaços de resistência feminina negra e a importância do reconhecimento da ancestralidade, identidade e valor social dessas mulheres.

As oficinas aprofundaram temas centrais para o jornalismo contemporâneo. “Jornalismo em Tempos de IA” exclusiva para alunos do curso, foi ministrada pelo jornalista e professor Ms. acks Andrade e provocou reflexões sobre limites e possibilidades da inteligência artificial na prática jornalística. A oficina de Oratória, conduzida pelo professor e coordenador do curso, Dr. Alan Milhomem, buscou desenvolver habilidades essenciais de comunicação oral, oferecendo técnicas de clareza, expressividade e segurança ao falar em público.

O último dia também marcou o lançamento de obras produzidas por docentes da Instituição. Entre elas, o “Pequeno manual de redação para mídia em temas de segurança pública e política de drogas”, de Andrew Costa, Lylian Rodrigues e Paula Santos de Jesus, da Secretaria Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil. A obra discute como a comunicação pode ampliar o acesso a informações qualificadas sobre políticas de drogas.

Segundo Paula Santos, “o trabalho desse GT, do subgrupo de mídias, foi um trabalho muito qualificado para poder pensar como é que a gente consegue construir avanços em todas as áreas, pensando a efetivação de uma política sobre drogas em todo o território nacional”.

Outro destaque foi o livro “Mulheres da comunicação Região Norte”, de Alan Milhomem. A obra reúne trajetórias de professoras pioneiras e consolidadoras da área de comunicação nos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Rondônia, Tocantins e Amapá, reafirmando o protagonismo feminino no ensino, na pesquisa e na extensão universitária.

No encerramento do congresso, ocorreram as premiações das produções experimentais dos acadêmicos de Jornalismo e a noite cultural. As categorias contemplaram Longform, Quadrinhos, Fotojornalismo, Roteiro, Radiojornalismo, Revista Customizada, Projetos de Assessoria de Comunicação, Reportagem de TV, Documentário e Reportagem para Jornal Impresso.

Entre as premiadas, a aluna Fernanda Karen celebrou a vitória com a revista Raízes Aéreas. “É muito gratificante ganhar esse prêmio no sexto Conju, principalmente com a volta desse congresso de jornalismo que é tão importante pro nosso curso”, comemorou.

Ela também agradeceu a equipe e completou: “Eu gostaria de agradecer a todo mundo que participou da produção dessa revista. Porque ela é uma revista focada no público jovem, focada na cultura, focada na ancestralidade. Assim como ela é muito importante pro jornalismo, ela também é importante pra produção gráfica do Amapá”.

A noite cultural encerrou o evento com a força das expressões amazônicas. Houve apresentação do Marabaixo da Juventude, com seus batuques intensos, a declamação de poemas de Nara Ferreira, o solo teatral Corpos Esquecidos com a artista Foxmilly e a discotecagem da DJ Savana, que trouxe clássicos do underground.

O VI Conju encerrou reafirmando a importância da universidade pública na formação de jornalistas críticos, atentos ao território amazônico e sensíveis aos sujeitos que o compõem. Ao unir pesquisa, prática, cultura e memória, o Congresso mostrou que o jornalismo feito no Amapá é um ato de afirmação identitária, compromisso social e resistência. Mais do que uma programação acadêmica, esta edição projetou vozes de jovens jornalistas e consolidou o Congresso como um espaço indispensável para a construção do jornalismo amapaense.

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