Acompanhe a programação do evento e a pesquisa completa em: https://www.itaucultural.org.br/secoes/agenda/conheca-a-programacao-de-aponte-cena-do-tetro-universitario-brasileiro
A criação artística e pesquisa da Universidade Federal do Amapá (Unifap) tiveram inserção em circuito nacional recentemente. O motivo foi a seleção do Trabalho de Conclusão de Curso da egressa do curso de Teatro, Karina Mateus da Silva, em edital do Itaú Cultural. A iniciativa premiou os melhores TCCs em Teatro de 2025.Karina Mateus vai representar o Amapá esta semana em um evento nacional do projeto. A programação reúne oficinas, espetáculos e mesas-redondas com artistas e pesquisadores de diversas regiões do país. A apresentação do trabalho da amapaense está marcada para o dia 3 de fevereiro, às 10h.
O trabalho está disponível na publicação “Pontilhados”, produto que derivou da seleção dos trabalhos na área cênica brasileira (https://www.itaucultural.org.br/secoes/agenda/conheca-a-programacao-de-aponte-cena-do-tetro-universitario-brasileiro). Intitulado “Aparição Vomitada: Poéticas Amazônidas para a Criação Insurgente nas Artes da Cena”, o trabalho da egressa foi orientado pelo professor José Raphael Brito dos Santos e parte de inquietações sobre a Amazônia urbana.
A pesquisa toma como ponto de partida experiências de corpo na cidade em Itaituba, no Pará, e dialoga com debates suscitados pela popularização do slogan “Garimpeiro não é bandido, é trabalhador”, amplamente difundido em contextos ligados ao garimpo. O professor José Raphael Brito dos Santos explica que o estudo se apoiou na metodologia da pesquisa-criação, onde o fazer artístico não seria apenas resultado, mas também caminho de investigação.
Ao longo do trabalho, a autora articula reflexões sobre performance na Amazônia e suas relações com os espaços urbanos, constrói um panorama histórico, político e social de Itaituba (conhecida como “cidade pepita”) e mobiliza memórias e subjetividades amazônidas como força criativa.
A dimensão estética também é amplamente destacada. O processo de criação visual inclui a elaboração de indumentárias com fibra de bananeira. O material dialoga com saberes e recursos locais. A pesquisa se desdobra ainda na experiência de apresentação em espaços públicos e na observação das reverberações do trabalho junto ao público de rua. “Mais do que uma análise acadêmica, o TCC se propõe como gesto poético e político, um convite a ‘remar até a beira’ e a abrir diálogos nas artes da cena produzidas na Amazônia”, explica o professor.




A seleção do TCC no edital e a participação no evento ampliam a visibilidade da produção acadêmica e cultural amazônica em circuitos nacionais. “Para além de um reconhecimento individual, a conquista evidencia a potência de narrativas, estéticas e pesquisas que emergem da região e tensionam os modos tradicionais de pensar e fazer teatro no Brasil”, pondera Raphael Brito.
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