Principal > Mestrado em Estudos de Fronteira inicia atividades com palestra de membro da Capes - 20/04/2017 - 1126189 - CLEIDE DO SOCORRO MORAES DE AZEVEDO

Mestrado em Estudos de Fronteira inicia atividades com palestra de membro da Capes

Uma palestra sobre os desafios de um programa profissional em estudos de fronteira para o país marcou ontem, 19, o início das atividades do Mestrado em Estudos de Fronteira da Universidade Federal do Amapá (Unifap). A aula inaugural foi realizada no hall do Centro Integrado de Pesquisa e Pós-graduação (Cipp), localizado no campus Marco Zero do Equador, em Macapá (AP), e contou com a participação de 42 pessoas.

A aula magna foi proferida pelo coordenador adjunto de programas profissionais da área de Ciência Política e Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) André Panno Beirão. Para o pesquisador, um dos principais desafios para a realização de estudos que abordam a região transfronteiriça amazônica é fazer com que o mundo científico do eixo centro-sul conheça a realidade local. "Essa realidade só é conhecida por quem vive nela e esses estudos de fronteira, que são crescentes e inovadores no Brasil, são muito importantes, em especial nesse limite norte brasileiro, onde poucos conhecem", avaliou.

O coordenador do mestrado, Gutemberg de Vilhena Silva, ressaltou que, por se tratar de um mestrado profissional, os estudos que serão desenvolvidos dentro da pós-graduação stricto sensu terão aplicações práticas. "Estamos dentro de uma grande região amazônica - não só a brasileira, mas a pan-Amazônia, que compreende os países do Platô das Guianas, Colômbia etc. Então um bom desafio é fazer com que esses alunos desenvolvam pesquisas aprofundadas, com produtos técnicos que ajudem as empresas amapaenses a penetrarem na Guiana Francesa, no Suriname, na Guiana, na Venezuela etc., para promover a construção de sistemas eficientes de colaboração, seja na informação, na saúde, enfim, em diversas áreas. Essa será nossa grande contribuição: estudos práticos, concretos, que tenham aplicações reais", afirmou.

PPGEF

O Programa de Pós-graduação em Estudos de Fronteira (PPGEF) - Mestrado foi aprovado pela Capes em 2016 e inicia sua primeira turma este ano, com 15 discentes e 17 alunos especiais. Ao final do curso, os alunos serão mestres em estudos de fronteira.

Os objetivos do PPGEF são:

1) Formar profissionais capazes de compreender, dialogar e intervir diante das demandas das instituições governamentais e não governamentais das mais diversas naturezas, escopos e territorialidades, bem como entidades privadas ou de proveito público surgidas na sociedade civil, considerando atentamente as suas especificidades das diversas fronteiras regionais enquanto incididas ou potencializadoras diante de questões internacionais;

2)Contribuir para a formação dos profissionais diante do debate aplicado e amplo das relações internacionais, inclusive por meio do diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, visando fortalecer a sua atuação nas diversas funções institucionais e de mercado, gerando novas perspectivas empíricas, metodológicas e teóricas complementares a tal campo de debates, de investigação de nível pós-graduado e exercício profissional sobre temáticas multidimensionais voltadas para as questões fronteiriças;

3)Promover oportunidades para a formação de pesquisas de excelência na aplicação profissional, tratando a temática da Fronteira como uma questão internacional, com foco e caráter aplicado sobre os dilemas, os problemas e a produção de expertise sobre as questões que perpassam a região amazônico-caribenha e seu entorno, incluindo aqui as Guianas como nexo basilar, seja na dimensão política, social, econômica, geográfica ou cultural;

4)Proporcionar o intercâmbio reticular e parcerias sinérgicas entre as instituições autônomas, públicas ou privadas, e o mercado de trabalho em dimensão nacional e internacional, articulando a temática dos estudos fronteiriços para profissionais e proporcionando experiências em acúmulo tanto ao profissional em formação quanto às próprias instituições;

5)Gerar conhecimentos aplicados e saberes contributivos aos meios profissionais que envolvam debate da Fronteira como tema emergente e estruturante das relações internacionais, observando a contribuição da especificidade das temáticas e das fronteiras regionais diante das grandes tendências nacionais e internacionais. 

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